

Nasci
no ano de 1979, em Ourinhos, interior de São Paulo. Cidade do rio Paranapanema,
onde eu costumava ir com os amigos nadar, tocar violão e desvendar
os segredos da mata. Mas isto aconteceu mais tarde, na minha adolescência,
pois com apenas alguns meses de idade fui morar em Belo Horizonte. A minha
família sempre foi meio cigana, moramos em Belo Horizonte, Ourinhos,
Bauru, Presidente Prudente, Campo Grande, São José do Rio Preto,
Votuporanga, Ribeirão Preto e São Paulo. Posso dizer que tive
uma infância muito rica, com muita diversidade, pois cada lugar tinha
sua paisagem, suas pessoas, suas idéias, seus sons, seus cheiros e
suas histórias diferentes. Acredito que a música sempre fez
parte da minha vida. Meus avôs maternos tiveram doze filhos, uma família
bem grande e festeira. Nas festas sempre rolava uma roda de violão.
Eu ouvia de tudo, MPB, rock, samba, pop, música regional. O primeiro
show que eu assisti na vida foi do Ney Matogrosso, devia ter uns oito anos,
meus pais me levaram com eles.
Aos treze anos de idade eu comprei meu primeiro instrumento musical, uma guitarra
Jennifer usada. Aprendi a tocar sozinho, tirando algumas músicas de
ouvido, porém, alguns amigos do colégio estavam precisando de
um baterista para formar uma banda, não pensei duas
vezes,
voltei na loja e troquei a guitarra por uma bateria velha caindo aos pedaços.
Quase enlouqueci a minha mãe, tocávamos o dia inteiro no quintal
de casa! Tocávamos covers de bandas de rock. Lembro que a primeira
vez que eu subi num palco foi em um festival na cidade de Assis, depois deste
dia eu descobri que eu nunca mais iria conseguir viver sem tocar. Toquei em
diversas bandas, em bares, festas e festivais.
Desde criança eu sempre gostei muito de ler e escrever.
Acho que a primeira canção que eu fiz foi aos 13 anos de idade,
uma música de duas notas no violão que, por ironia ou destino,
falava sobre a angústia do tempo; a partir daí, comecei a compor
compulsivamente. Compor sempre foi um exercício de auto-conhecimento
para mim. Uma busca interminável pelo inalcançavel. Uma forma
que eu encontrei de exorcizar meus fantasmas, cristalizar minhas alegrias,
desconstruir e construir o meu mundo. Algumas destas canções
ficaram, outras perderam-se no tempo, mas todas tiveram a sua história.
Em
1998 comecei a cursar a Faculdade de Psicologia e mergulhei ainda mais no
mundo da literatura e filosofia. Dois anos depois, em 2000, tranquei a faculdade
e embarquei para Londres acompanhado do meu violão. Foi uma experiência
marcante na minha vida, viajei por diversos países da Europa e toquei
com artistas de rua de várias nacionalidades. Acredito que a distância
de casa fez com que eu entrasse em contato com um universo latente em mim,
as minhas raízes musicais brasileiras. Comecei a
buscar
ritmos novos, sem me preocupar com rótulos, queria fazer a música
que eu sentia.
Voltei
da Inglaterra e me mudei para São Paulo em 2002. Terminei a faculdade
de Psicologia e continuei tocando nos bares da noite paulistana. Em novembro
de 2006 lancei o meu primeiro disco, Teatro Mambembe, que reúne 13
composições minhas. São canções que falam
de amor, cicatrizes, alegrias, devaneios, sonhos, enfim, que retratam um pouco
os personagens desta minha vida mambembe. Bom espetáculo!
Secos
e Molhados, Lenine, Zeca Baleiro, Gil, Caetano, Raul Seixas, Zé Ramalho,
Otto, Pedro Luis e Parede, Cartola, Jorge Ben, etc...
Secos
e Molhados, Lenine, Zeca Baleiro, Gil, Caetano, Raul Seixas, Zé Ramalho,
Otto, Pedro Luis e Parede, Cartola, Jorge Ben, etc...
Miles
Davis, Thelonius Monk, Frank Zappa, Beatles, Elvis, Bob Marley, Tryo, Serge
Gainsbourg, Mano Chao, etc...
Autoria:
Gustavo Santos
Interpretação: Gustavo Santos
Autoria:
Gustavo Santos
Interpretação: Gustavo Santos
Autoria:
Gustavo Santos
Interpretação: Gustavo Santos
Autoria:
Gustavo Santos
Interpretação: Gustavo Santos
Autoria:
Gustavo Santos
Interpretação: Gustavo Santos
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